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1 de novembro de 2014

28 de outubro de 2014

20 de outubro de 2014

Para refletir...

 Porque por vezes exigimos de mais dos nossos filhos...


“É frequente pedir-se ao filho mais do que seria de esperar. Se ele deve tornar-se um indivíduo útil, tem de se adaptar a um padrão de existência, aprender a pensar e a agir de acordo com regras sociais, adaptar-se ao seu meio envolvente e desenvolver um sentido de responsabilidade. Tem de adquirir as competências que são requeridas na vida social. Pedir isto ao filho é correto e adequado.
Contudo, as exigências dos pais muito raramente param aqui.
Talvez os pais esperem a perfeição. Raramente param para pensar se eles próprios serviriam de modelos para as exigências que fazem aos filhos. Talvez pensem que, pedindo de mais, poderão pelo menos receber uma parte do que desejam. Isto é uma falácia. Esta técnica apenas irá habituar o filho a ignorar todos os pedidos dos pais. Os pais podem exigir aos filhos uma sinceridade absoluta – mas será que eles próprios nunca mentem ou falseiam a realidade? O filho não deve ser preguiçoso... e a produtividade dos pais será irrepreensível? O filho deve obedecer cegamente e nunca ripostar... mas serão os pais um modelo de submissão acrítica? A duplicidade de valores é impossível. O filho é um ser humano como os pais.
Por outro lado, a preocupação dos pais com o seu próprio sossego e conforto pode torná-los por vezes muito permissivos. Grande parte do que pedem aos filhos tem em vista não o seu desenvolvimento mas sim, a preservação do conforto dos pais. Nestas alturas, os pedidos justos do filho são muitas vezes negligenciados. Quando os pais querem descansar, o filho tem de estar sossegado, o que está correto. No entanto, é-lhe retirado o direito ao sossego quando os pais desejam mantê-lo acordado.
Uma atitude destas descura os requisitos de desenvolvimento da criança.”

Rudolf Dreikurs



12 de outubro de 2014

“Eu não gosto”


Uma boa alimentação, exercício físico e higiene mental, eis as dicas fundamentais que irão incrementar uma melhor qualidade de vida…
Hoje já não se coloca o problema de procurar os alimentos mas de escolhê-los e gostar deles na sua diversidade. Conhecer os alimentos, o seu nome e apreciar o seu gosto, requer um processo de aprendizagem.
Levem as vossas crianças ao mercado, sejam eles os vossos ajudantes no momento de escolher os legumes da sopa, intervir, agir, fazer parte do processo, ser um cozinheiro em formação.
O ser humano necessita de aprender a comer tal como aprende a andar ou a ler.
A idade pré- escolar é a etapa da vida dedicada à aquisição de conhecimentos, que desenvolve capacidades e que favorece a aprendizagem de hábitos alimentares saudáveis.
Algumas crianças têm maior dificuldade em aceitar alimentos novos no seu prato, necessitam de mil e uma distracções, contos de fadas e bruxas más, contos de Dinossauros que também gostavam de caldo verde (faz de conta!).
Transforma-se a bela da cenoura, em bolos de cenoura, porque afinal a cenoura noutro formato é mais facilmente comestível, as ervilhas podem ser rebuçados verdes, raríssimos vindos de Júpiter e assim vamos fazendo uma ginástica à nossa mente e à nossa criatividade e propriedade lexical.

As crianças viram a cara, dizem não gostar, mas se até o dinossauro comia as couves?
                                             PORQUE NÃO EXPERIMENTAR!

Isabel Gadim

10 de outubro de 2014


Aqui está uma proposta de leitura para pais e educadores.

Este livro intitulado Educar com Amor, (Esfera dos Livros), promete ser um guia de afetos para que os filhos cresçam felizes e equilibrados. Para o autor, aos pais cabe a missão de ensinar as crianças, mas nem por isso a escola  foge à mesma responsabilidade: a boa educação do filho é o resultado de um esforço comum. 

8 de outubro de 2014



Maria Mentira foi uma aluna da minha escola. Não me recordo se o bibe que usava era todo azul ou de xadrez azul e branco. Lembro-me bem que não tinha o nariz como o Pinóquio, mas tinha o charme da Sininho e a capacidade de voar do Peter-Pan. E voava… Oh se voava! Voava até à Terra do Nunca onde passava horas à conversa com os Três Porquinhos que viviam, numa casa coberta de chocolate, pertença da Branca de Neve, que tinha um medo terrível do Lobo Mau que, por ser muito curioso, como sabemos, caiu no caldeirão…
A mãe da Maria Mentira era, como todas as mães, uma mãe muito atenta… mas não tinha tempo e acreditava, como todos acreditamos que a imaginação faz bem ao coração.
Ao chegar a casa, a Maria Mentira contava-lhe que tinha visto a Gata Borralheira em amena cavaqueira com o Gato das Botas, primo da Polegarzinho. E a mãe dizia-lhe que sim, que acreditava piamente mas…tinha de ir fazer o jantar.
De manhã, a caminho da escola, a Maria Mentira contava à mãe que durante a noite a sede a levava à cozinha e, pela chaminé desceu o Pai Natal disfarçado de Feiticeiro de Oz e chamou-lhe nomes muito feios! A mãe acreditava cegamente mas …tinha de atravessar a cidade e correr para o emprego.
No regresso a casa, a Maria Mentira dizia à mãe que o Homem de Lata, que como todos recordamos andava à procura do Génio da Lâmpada, lhe tirou os rebuçados que a Capuchinho lhe oferecera. E a mãe, cheia de compras para fazer acreditava sinceramente.
Um dia (porque nas histórias de encantar há sempre “um dia”), a Maria descobriu junto à janela do seu quarto, um enorme pé de feijão que desaparecia céu dentro e decidiu estar na hora de partir.
Tal como o Espantalho sentiu a necessidade de um cérebro e o Leão de coragem, a Maria achou ter chegado a altura de procurar o seu Grilo Falante. E então trepou pelo pé de feijão e desapareceu pelo céu. (Talvez o Grilo Falante lhe dissesse qual era a verdade calada, sempre que “mentia”!).
Nesse mesmo dia ao chegar a casa, a mãe (sempre muito atenta, mas sem tempo ) procurou a Maria por todo o lado, mas apenas encontrou a Mentira e, então, o jantar ficou por fazer e as compras adiadas.
A mãe da Maria procurou bem lá no fundo do sótão da sua memória e num baú muito velho encontrou o tapete de Aladino. Sem mais demoras, voou até ao Asteróide B 612 (onde ainda hoje, segundo consta, mora o Polegarzinho). Por artes mágicas, o Dumbo transportou-a até à Floresta Mágica onde, finalmente, no colo de um gordo e sorridente cogumelo, encontrou a Maria.
E durante três dias e três noites a embalou… Durante três dias e três noites a mimou…
Não sei se a Maria voltará à minha escola, nem sei se a Maria ainda vive aqui pertinho. O que se diz por aí, é que a Mentira, essa, partiu! E que a mãe da Maria percebeu o que o Eduardo Sá, sabiamente, um dia escreveu. “Os Pais são os brinquedos mais aconselháveis para as crianças” e “Quando um filho sente que a sua verdade deixa os pais tristes, refugia-se no silêncio e na falsidade”.
Queridos leitores esta não é uma história para crianças, por isso devia ter uma bolinha no cantinho superior direito (como nos filme) ; mas… a raposa que é matreira comeu-a!



Autoria: Dra. Celeste Vieira Machado


6 de outubro de 2014

04 de Outubro – Dia Mundial do Animal



Vantagens da convivência das crianças com animais

Crianças que convivem desde cedo com animais domésticos aprendem melhor o conceito de responsabilidade, sensibilidade, respeito e cuidado com o próximo.
 O contacto frequente entre crianças e animais propicia muitas vantagens, elas aprendem a dar e receber carinho exercitam o cuidado e a amizade, ficam mais responsáveis e comunicativas e descobrem os seus limites.
O despertar de sentimentos positivos para o animal pode contribuir para a auto-estima e autoconfiança da criança. Pode também ajudar no desenvolvimento da comunicação não-verbal, da compaixão e da empatia;
Ter um animal também requer cuidados. Esses cuidados, orientados por um adulto, estimulam a autonomia e a responsabilidade. Cuidar da limpeza do animal e do seu habitat, cuidar da sua alimentação, passear com eles também favorece o desenvolvimento do vínculo afectivo e a lidar com os mais diversos sentimentos;
Outro ponto positivo é desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro, pois é preciso interpretar as necessidades do cão. O resultado: crianças menos egoístas e mais seguras;
A criança que convive com animais é mais afetiva, repartindo as suas coisas; é generosa e solidária, demonstra maior compreensão dos acontecimentos; é crítica e observadora, sensibiliza-se mais com as pessoas e as situações.
Avaliar a estrutura de sua casa ou apartamento também é muito importante. Se for adoptar um cão ou um gatinho, peça ajuda a um veterinário para que indique a melhor raça para a faixa etária das crianças, além de orientar sobre os cuidados com a saúde, vacinas e alimentação.
O respeito e a confiança são essenciais para conviver em harmonia com os animais. Saber como falar e tratar dos animais são práticas que ensinam as crianças como devem agir como seres humanos para o resto da vida.
 in www.Petmais.pt


1 de outubro de 2014

Dia Mundial da Música 

A data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, que integra vários organismos e individualidades do mundo da música.
A celebração do Dia Mundial da Música visa promover a arte musical em todos os sectores da sociedade, divulgar a diversidade musical, aplicação dos ideais da UNESCO como a paz e amizade entre as pessoas, evolução das culturas e troca de experiências.
Passados 41 anos, a data continua a ser celebrada em todo o planeta com diversas iniciativas que visam divulgar e homenagear essa arte que penetra o mais fundo da essência humana.

Conclui-se que a música é parte integrante da  vida,  uma linguagem de comunicação universal capaz de mudar o estado de humor, de reconduzir o espírito aos sentimentos mais sublime.
Aqui retratamos um pouco do nosso dia Mundial da música em conjunto com os utentes do lar da terceira idade...


Sala Amarela

Experimentando ritmos



Sala Laranja




Sala Verde


Sala Azul

 Berçário

sala 1 ano A



Sala 1 Ano B


Sala 2 anos A


Sala 2 anos B

29 de setembro de 2014

21 de setembro de 2014

Porque não experimentar em casa? Digitinta caseira

Esta semana deixamos aqui uma sugestão de atividade que podem desenvolver com os vossos filhos. É um receita de baixo custo e que garante um momento bem animado e diferente.
 
Esta atividade convém ser realizada num espaço amplo, para facilitar a posterior limpeza (ainda que seja facilmente removível), no entanto acaba por sujar sempre mais do que se pretende.

 
Ingredientes:
1 chávena de amido de milho ou farinha;
2 chávenas de água;
Corantes alimentares.
(para fazer o rosa basta adicionar xarope de groselha, castanho o café ou chocolate, etc, acabando por apelar não só ao tato, mas também ao olfato também)
 
 
Utensílios:
Avental;
Recipientes;
Folhas A3;
Uma mesa de fácil lavagem.


Preparação:
1.Misturar a água e o amido de milho até obter uma massa homogénea;
2.Levar ao lume ate levantar fervura e engrossar (este passo é opcional, também funciona em cru);
3.Dividir a massa por alguns recipientes, adicionar-lhes os diferentes corantes alimentares.
4.Deixar arrefecer e colocar um pouco em cima da mesa, e que comece a diversão!
5.Cada vez que tiver um desenho feito colocar uma folha de papel por cima, com cuidado, fazendo a impressão, retirar imediatamente a folha, obtendo assim a fotocópia do desenho.
6.Deixar secar, espalhar novamente a massa e começar um novo desenho!


17 de setembro de 2014

10 de setembro de 2014

Kit para sobreviver aos primeiros dias do jardim de infância (por Eduardo Sá)

Kit para sobreviver aos primeiros dias do jardim de infância (por Eduardo Sá)


1.     É proibido insultar o jardim de infância chamando-lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma escola. Em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem brincar com aprender.

2.     É proibido que os pais imaginem que o jardim-de-infância serve para aprender a ler e a contar. Ele é útil para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã, ao chegar.

3.     O jardim-de-infância assusta as crianças sempre que os pais – como quem sossega nelas os medos deles por mais um dia de jardim-de-infância – lhes repetem: “hoje vai tudo correr bem!”

4.     Os pais estão proibidos de despedir-se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se agarrarem ao pescoço deles, como se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre. Já os pais que, secretamente, gostam das duas coisas são bons amigos dos maus pais…

5.     É proibido que as crianças vão dia sim dia não ao jardim de infância. E que vão, simplesmente quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão “só porque sim”. O jardim-de-infância não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo tempo.

6.     No jardim-de-infância não tem de ser obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é nada mau que uma criança se baralhe e chame mãe à educadora (ou vice-versa). Só é mau que sofra todos os dias, meses a fio, sempre que se trata de lá ficar.

7.     Os pais estão obrigados a chegar a horas quando se trata de uma criança regressar a casa. Prometer e faltar devia dar direito a que os pais fossem classificados como tendo necessidades educativas especiais.

8.     Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim-de-infância. Mas estão autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até, mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim-de-infância só se abra para eles durante as festas ou sempre que uma criança esteja doente.

9.     O jardim-de-infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um jardim-de-infância.

10.   Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão jardins de infância!

Revista Educação de Infância, n.º 19, Porto Editora


5 de setembro de 2014

A primeira semana na creche/ jardim de infância


A creche, acolhe as crianças dos 3 meses até aos 3 anos e o jardim-de-infância dos 3 anos até à entrada para o primeiro ciclo, períodos significativos da vida da criança e cruciais para o seu desenvolvimento físico e psíquico.
O período mais crítico na vida da criança situa-se entre os 8 e os 18 meses. Depois, entra numa idade em que já atingiu um nível de segurança e independência que lhe permite uma maior confiança na exploração do mundo.
A questão que se coloca sempre, e a que mais preocupa os pais, é a da adaptação da criança a estes novos ambientes. E o que mais os preocupa é que a criança sinta que a abandonaram. Este medo deixa os pais ansiosos e isso acaba por passar, inevitavelmente, para os filhos.
Mas não há como fugir à questão: a criança sente de facto essa separação dos pais como um abandono, que apesar de ser temporário, não consegue entender como tal. Os pais deixam-na ficar com aqueles meninos e meninas todos, com outro adulto que não conhecem, e vão embora.

Quando voltam?

A criança chora, esperneia, fica triste, agressiva, não come, afasta-se para um canto, são tudo reações a este abandono repentino com o qual têm dificuldade em lidar. Cabe aos adultos que lidam com as crianças estar atentos aos sinais, ver como evoluem e perceber se ao fim de algum tempo a criança conseguiu integrar-se no espaço e estar feliz.
Aos pais cabe indagar sobre isso mesmo, como está a criança a fazer a sua adaptação, se está a correr bem e o que podem fazer para facilitar.
Não se enganem: não é só a partir do básico que é importante saber qual é a evolução da criança. É, agora, na creche, no jardim-de-infância, a partir do momento em que lá entraram. Porque é a partir dessa altura que iniciaram um processo de desenvolvimento crucial nas suas pequenas vidas, das quais os pais têm de ter conhecimento. É uma fase crítica e muito importante.

O que fazer para ajudar na integração do seu filho na creche/jardim de infância?

É importante que lhe dê a conhecer o espaço onde vai passar a estar no dia-a-dia, nomeadamente a sala, espaço refeições, casas de banho, recreio e outros locais vai utilizar. Falar com a educadora na presença dele. Quando chegar a casa pode falar com o seu filho, de forma entusiástica, dos bonitos espaços que viu, onde vai aprender e onde vai brincar.

É importante referir sempre o facto de ir ter tantos meninos e meninas com quem vai brincar, como vai pintar, fazer jogos, apelando especialmente às  coisas de que ele gosta.

No primeiro dia é importante que passe algum tempo com o seu filho, que não vá a correr deixá-lo à porta do infantário. Faça as coisas com alguma calma na primeira semana, apesar de a vida nem sempre permitir, será bom que faça o esforço.

Estacione o carro, e vá com ele até à sala, fale com a educadora, com outros pais que ali possam estar. Faço-o sentir que aquele espaço é dele, mas que está lá para o apoiar. Se puder não o deixe fazer o horário completo. Vá buscá-lo antes do fim do dia e pergunte-lhe o que fez. Essa partilha vai permitir-lhe sentir-se mais confiante.

Mas não seja demasiado protetor, não é isso que se pretende. A criança tem que ir conquistando a sua autonomia e confiança. Ajude-a a ultrapassar os problemas, mas não lhos retire do caminho.

Zélia Parijs, psicóloga
http://www.jn.pt/blogs/emletramiuda/archive/2010/08/28/quot-a-mam-227-volta-sempre-quot.aspx